Polícia Civil cumpre mandados de busca contra influenciadores investigados por divulgação de jogos ilegais em Roraima

A Polícia Civil de Roraima cumpriu, nesta quarta-feira (21), dois mandados de busca e apreensão contra Alexsandro Souza de Carvalho, de 31 anos, conhecido nas redes sociais como Alex Carvalho, e Magnos Ramon Santos Marques, de 32 anos. A ação ocorreu em Boa Vista e faz parte da segunda fase da Operação Mantus, que investiga a divulgação de plataformas ilegais de jogos de azar por influenciadores digitais.
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares e outros equipamentos eletrônicos nas residências dos investigados. O material será submetido à perícia para auxiliar na investigação e identificar possíveis conexões com outras pessoas.
Segundo a Polícia Civil, os dois são suspeitos de receber pagamentos para divulgar plataformas de apostas ilegais nas redes sociais e de recrutar outros influenciadores para ampliar o alcance da divulgação.

Alex Carvalho e Magnos Ramon foram alvos de mandados de busca e apreensão na 2ª fase da Operação Mantus, que investiga a divulgação de jogos de azar ilegais em Roraima.
Justiça determina suspensão do Instagram de Alex Carvalho
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou a suspensão da conta de Alex Carvalho no Instagram. A medida tem como objetivo impedir que o perfil continue sendo utilizado para divulgar as plataformas de apostas investigadas. 
Segunda fase da Operação Mantus
A nova etapa dá continuidade à investigação iniciada em setembro de 2024. A primeira fase da Operação Mantus foi deflagrada em 27 de abril de 2026, quando a Polícia Civil cumpriu oito mandados de prisão preventiva, sendo sete em Roraima e um em Goiás, além de 11 mandados de busca e apreensão. 
Na ocasião, a investigação apontou suspeitas de exploração de jogos de azar ilegais, crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil na primeira fase, o grupo investigado teria movimentado aproximadamente R$ 260 milhões em dois anos. 
A segunda fase busca aprofundar a análise das provas e apurar a possível participação de outras pessoas no esquema. As investigações continuam.