Índice de qualidade do ar chegou a 167, considerado insalubre; suspensão das aulas atinge a rede municipal e a UEA


Manaus voltou a registrar a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras nesta sexta-feira (16), devido à fumaça das queimadas. Por volta das 6h, o índice chegou a 167, nível considerado insalubre pela plataforma internacional IQAir, representando riscos à saúde da população.
O sistema de monitoramento ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também apontou piora na qualidade do ar. Em algumas regiões da capital, os índices foram classificados como muito ruins e péssimos.
Diante da situação, a Prefeitura de Manaus manteve a suspensão das aulas presenciais na rede municipal de ensino. A UEA também suspendeu as atividades acadêmicas presenciais em todas as unidades, tanto na capital quanto no interior, durante os três turnos de sexta-feira.
A fumaça é provocada por queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos, como Rondônia, Pará e Mato Grosso. A falta de chuva dificulta a dispersão dos poluentes, que podem permanecer no ar por vários dias.
Segundo o Ministério da Saúde, 12 municípios amazonenses precisam de algum tipo de suporte na rede de atendimento. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos mais vulneráveis, pois a exposição à fumaça pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares.
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